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Customize seu All Star!

No ano passado, assistindo aos vídeos do programa Vida Melhor com Claudia Tenório no You Tube, encontrei um quadro com Ricardo Rebouças Monteiro ensinando a personalizar All Stars. Fiquei apaixonada pelo modelo que ele criou, inspirado no trabalho de Romero Britto. Vocês podem conferir a aula no vídeo abaixo!



Pois bem, eis que para minha felicidade, recebi a criação de Ricardo aqui em casa, no meu número. Não é novidade dizer que eu me apaixonei pelo meu All Star customizado!


Empolgada com o tema, comecei a dar uma olhadinha na net e encontrei inclusive no Refinery29, um DIY para transformar os tênis convencionais em um par Missoni inspired. A vontade é comprar vários All Stars branquinhos e transformar cada um deles! E (por que não?) dar de presente por aí!

Clicando aqui vocês conferem o DIY do Refinery29. Se joguem! :)

A máquina de costura - capítulo final

Eis que chegamos ao último capítulo de "A máquina de costura"! Finalmente vocês vão saber o que aconteceu nesta minha aventura. Bem, no capítulo anterior, apenas para recordarmos, eu cortei os moldes no tecido e me deparei com um monte de peças de um quebra-cabeças (revejam clicando aqui). Foi então que começou a parte mais emocionante, a união de todas as peças para criar o que veio a ser meu primeiro vestido!!! (#todoschora)
A revista ajuda bastante na montagem do quebra-cabeças. As peças têm números, e lá mesmo há a descrição passo a passo de como as peças se encaixam. Mais uma vez, não achei tão difícil, porque a resposta a qualquer pergunta estava ao meu lado em formato de mãe. Todas as pecinhas foram alinhavadas, ou seja, costuradas à mão de forma bem simples (como na foto acima), simplesmente para que eu pudesse ver como o vestido estava em meu corpo.
Quando coloquei o vestido alinhavado, ele estava parecendo um saco! Ou seja, super largo em algumas partes, deformado em outras, e eu já me desesperei dizendo que sabia que seria assim mesmo, porque costurar é muito difícil, etc,etc,etc. Foi aí que minha mãe entrou novamente com suas mãozinhas abençoadas, e foi apertando, dando um jeitinho aqui, outro lá...para mim esta foi a parte mais complicada, uma vez que eu não tenho noção nenhuma do que deve ser feito nestes casos. Meio frustrada que estava, simplesmente aceitei o que minha mãe estava fazendo e curti o momento...afinal, quem mandou começar com uma peça tão complicadinha, né? Eu poderia ter iniciado humildemente com uma sainha simples ou um colete, mas nãaaaao...eu simplesmente queria abalar Paris com minha primeira "criação".

 Algumas partes do vestido foram presas com alfinetes mesmo, para que pudessem ficar presinhas na hora de costurar. O ato de costurar na máquina, apertando o pedal é bem tranquilo e acho que é o mais legal. Quando você começa a ver todas aquelas pecinhas juntas e dando forma a um vestido, e mais ainda, sabendo que quem costurou foi você, tudo se torna uma alegria imensa. Para a minha mãe, apenas mais um vestido. Para mim, o meu primeiro.

E foi então que ele foi tomando a forma correta, com aquela ajudinha profissional de mamis, até que ficou pronto! Eu aprendi a fazer as casinhas para os botões, aprendi a pregá-los (sim, eu nunca havia pregado um botão na vida), e na maior ousadia ainda quis colocar bolso e golinha retrô no vestido! Também quis dar uma "afofada" na manga. O bolso é simplesmente um pedaço de pano no formato que você quiser costurado na parte do vestido que você quiser, deixando um espaço aberto, claro. A golinha, mais um pedaço de pano preso no colo. A manga fofinha é um pouco mais complicada, e confesso que vou rebolar se quiser fazer outra vez um dia.

Então, vejam aí no que deu todo esse processo!!!
Quando vesti pela primeira vez, estava me achando tanto que até coloquei um chapeu que nem ornou muito, mas eu queria fazer um tipo, sabem como é. O meu vestido ficou realmente mais curto que o da revista, mas porque, ao prová-lo, achei que o comprimento original estava me achatando demais.


A experiência foi fantástica. Primeiro, porque me aproximou de minha mãe de forma diferente da que eu antes estava acostumada. Tivemos uma relação profissional, coisa que nunca havia acontecido antes. Deixei que ela me ensinasse, e isso a encheu de orgulho (reparei como ela estava se achando toda ao me explicar). Segundo, porque eu pude dar muito mais valor ao trabalho de uma costureira, de alguém que faz as roupas que vestimos todos os dias de forma tão automática. E terceiro, porque eu me deixei levar pela brincadeira, me dei a chance de aprender algo novo, experimentar, enfim. E é o que eu desejo a vocês: que tenham sempre a iniciativa de tentar algo novo, mesmo que seja simplesmente pregar um botão.
Espero que ainda possamos nos divertir muito com aventuras como esta.
Beijo,
Dani

A máquina de costura - parte IV - Quebra-cabeças

No capítulo anterior desta novelinha básica vocês viram como fazer para tirar os moldes. Depois disso fiquei com vários pedacinhos de um quebra-cabeças nas mãos.

O próximo passo agora é posicionar os moldes no tecido para que depois possamos cortar. Para que não corramos o risco de cortar errado ou de nossas mãozinhas inexperientes deixarem tudo torto, o ideal é prender os moldes com os alfinetes.




Abaixo, dica importante para quem precisa de um molde um pouco maior. No meu caso, por exemplo, achei que determinadas partes ficariam pequenas em mim em relação ao molde da revista (na verdade minha mãe me alertou a isso, mostrando o molde em meu corpo). Então aumentamos um pouco na hora de marcar o molde no tecido. Assim:

Prontinho! Agora é só cortar tudo. Confesso a vocês que neste momento as coisas começam a ficar um pouquinho complicadas e não sei se conseguiria se não tivesse uma professora por perto. Afinal, minha visão de costura é beeeem limitada e minha mãe tem o total controle da situação. Incrível como ela olha para um molde e sabe exatamente de que parte está falando...a resposta dela para minha frustração foi: "Experiência, treino e paciência". Então tá!

No próximo capítulo: juntando tudo e transformando em um vestido! :)
Super domingo pra vocês!

A máquina de costura - parte III - tirando os moldes

No último capítulo desta novela série, mostrei para vocês como escolhi o modelo de vestido que eu queria costurar, e minha ansiedade perante à folha de moldes cheia de risquinhos e números. Na verdade, a folha de moldes é realmente assustadora a princípio, mas depois que pegamos o jeitinho, acaba ficando bem simples. Até aí, segredo nenhum!!!
Vejam só como isso é feito!!!

O molde do vestido que eu escolhi era tamanho 42. Mas caso seja preciso aumentar, não é problema. Eu aprendi o macete depois (yeees!!!) e mostrarei pra vocês. Os números que devemos riscar na folha de moldes são os indicados nas instruções gerais de "corte". No caso, as peças para montar meu quebra-cabeças vestido eram as de números 25 a 30.

Agora, basta encontrar o número de cada peça e riscar o molde com um lápis. Segundo minha mãe é mais fácil riscar no próprio molde primeiro para quem não tem prática, por causa da quantidade de tracinhos para todos os lados.


Uma a uma, vamos passando as peças riscadas da folha de moldes para o papel manteiga, que será o molde usado todas as vezes em que quisermos fazer o mesmo modelo. Não será mais preciso tirar o molde para fazer um vestido igual. O trauma com os pontinhos, risquinhos e números passa logo.



Ótimo. Agora temos à nossa frente um belo quebra-cabeças. Como fazer para montar? Conto para vocês no próximo capítulo! Fiquem de olho!!!

A máquina de costura - parte II - escolha do modelito

Minha máquina de costura chegou e tudo o que eu queria era estreá-la. Já pensando em costurar alguma coisa comprei um tecido bem baratinho em SP (paguei R$13,00 o metro!). É claro que quis comprar um tecido bem baratinho para não correr o risco de gastar dinheiro a toa (de forma pessimista imaginando que ia estragar tudo). Mas minha mãe estava lá para dar o coaching e não ia me deixar fazer besteira, né...


Bem, foi então que ela achou melhor que eu aprendesse usando a revista Manequim, que eu já assino há um bom tempo. Para vocês terem uma ideia, eu assino a revista mas nunca havia usado os moldes. Na verdade, sequer abria a página de moldes. Mesmo assim é uma revista que eu adoro porque fala sobre os diversos tipos de corpo, modelos que favorecem cada um dos tipos, enfim. Há modelos desde os mais simples até os mais sofisticados. Ainda não tenho esta noção de como saber se algo é simples ou mais complexo. Tento ter uma ideia baseada no modelo final. Os vestidinhos mais retos e sainhas com menos detalhes, são os mais fáceis.
Esta foi a revista escolhida!

Procurei por um modelito fácil que eu pudesse entender numa boa. Na verdade, quando olhei para o vestido não sabia se iria saber fazer. Segundo minha mãe não seria tão difícil (tsc tsc, para ela nada neste mundo da costura é difícil, e eu me sinto uma criança aprendendo as sílabas na primeira série) então escolhi o modelito da revista que mais tinha a ver comigo. Me imaginei fazendo vários vestidinhos destes, um de cada cor...


Primeiro passo: seguir as orientações do final da revista sobre como tirar as medidas, para então dar início aos moldes. Não é difícil. A revista é bem explicativa, e esta parte é bem light. E com a prática tudo tende a ficar cada vez mais fácil.

Segundo passo: descobrir, a partir de suas medidas, qual é o seu tamanho, ou o tamanho aproximado. Os moldes vêm em vários tamanhos, então temos que saber o que mais se encaixa a nosso corpo. A partir daí é só seguir as instruções para tirar o molde. "E com o molde em mãos fica fácil costurar!", foi o meu pensamento.

Ao abrir a folha de moldes, me deparei com tantas linhas e números que quase surtei. "Não vou conseguir nunca!" Mas minha mãe, no alto de sua experiência no assunto, apenas respondeu: "Isso é tão fácil, não sei pra quê tanto desespero". #kuen!
E então começou minha exploração ao mundo das linhas tracejadinhas e coloridas dos moldes. Agora, a pergunta que não quer calar: será que deu certo?
Em breve vocês vão saber!

Me contem se já tiveram alguma experiência do tipo, ou se gostariam de ter! Depois de me aventurar nisso encontrei várias pessoas que tinham a mesma vontade de aprender a costurar. Confesso que fiquei bem surpresa. Não pensei que a mulherada estava com tanta vontade de colocar a mão na massa e fazer suas próprias roupitchas!

A máquina de costura

Então eu coloquei na cabeça que queria uma máquina de costura. E mais: queria aprender a costurar!!! Afinal, sempre gastei uma grana alta em roupas e várias vezes ouvi minha mãe dizer: "isso eu faço de olhos fechados". Claro, minha mãe tem mais de 40 anos de intimidade com a máquina de costura. Mas resolvi encarar. Primeiro passo: a máquina. "Você sabe usar um computador, vai dominar a máquina rapidinho", disse minha mãe. Será mesmo?

"Complicada e perfeitinha 

Você me apareceu

Era tudo o que eu queria

Estrela da sorte."

Esta máquina rendeu frutos. E vocês saberão de tudo em breve.

Beijo e uma linda semana!

 

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