Eis que chegamos ao último capítulo de "A máquina de costura"! Finalmente vocês vão saber o que aconteceu nesta minha aventura. Bem, no capítulo anterior, apenas para recordarmos, eu cortei os moldes no tecido e me deparei com um monte de peças de um quebra-cabeças (revejam clicando
aqui). Foi então que começou a parte mais emocionante, a união de todas as peças para criar o que veio a ser meu primeiro vestido!!! (#todoschora)
A revista ajuda bastante na montagem do quebra-cabeças. As peças têm números, e lá mesmo há a descrição passo a passo de como as peças se encaixam. Mais uma vez, não achei tão difícil, porque a resposta a qualquer pergunta estava ao meu lado em formato de mãe. Todas as pecinhas foram alinhavadas, ou seja, costuradas à mão de forma bem simples (como na foto acima), simplesmente para que eu pudesse ver como o vestido estava em meu corpo.
Quando coloquei o vestido alinhavado, ele estava parecendo um saco! Ou seja, super largo em algumas partes, deformado em outras, e eu já me desesperei dizendo que sabia que seria assim mesmo, porque costurar é muito difícil, etc,etc,etc. Foi aí que minha mãe entrou novamente com suas mãozinhas abençoadas, e foi apertando, dando um jeitinho aqui, outro lá...para mim esta foi a parte mais complicada, uma vez que eu não tenho noção nenhuma do que deve ser feito nestes casos. Meio frustrada que estava, simplesmente aceitei o que minha mãe estava fazendo e curti o momento...afinal, quem mandou começar com uma peça tão complicadinha, né? Eu poderia ter iniciado humildemente com uma sainha simples ou um colete, mas nãaaaao...eu simplesmente queria abalar Paris com minha primeira "criação".

Algumas partes do vestido foram presas com alfinetes mesmo, para que pudessem ficar presinhas na hora de costurar. O ato de costurar na máquina, apertando o pedal é bem tranquilo e acho que é o mais legal. Quando você começa a ver todas aquelas pecinhas juntas e dando forma a um vestido, e mais ainda, sabendo que quem costurou foi você, tudo se torna uma alegria imensa. Para a minha mãe, apenas mais um vestido. Para mim, o meu primeiro.

E foi então que ele foi tomando a forma correta, com aquela ajudinha profissional de mamis, até que ficou pronto! Eu aprendi a fazer as casinhas para os botões, aprendi a pregá-los (sim, eu nunca havia pregado um botão na vida), e na maior ousadia ainda quis colocar bolso e golinha retrô no vestido! Também quis dar uma "afofada" na manga. O bolso é simplesmente um pedaço de pano no formato que você quiser costurado na parte do vestido que você quiser, deixando um espaço aberto, claro. A golinha, mais um pedaço de pano preso no colo. A manga fofinha é um pouco mais complicada, e confesso que vou rebolar se quiser fazer outra vez um dia.
Então, vejam aí no que deu todo esse processo!!!
Quando vesti pela primeira vez, estava me achando tanto que até coloquei um chapeu que nem ornou muito, mas eu queria fazer um tipo, sabem como é. O meu vestido ficou realmente mais curto que o da revista, mas porque, ao prová-lo, achei que o comprimento original estava me achatando demais.


A experiência foi fantástica. Primeiro, porque me aproximou de minha mãe de forma diferente da que eu antes estava acostumada. Tivemos uma relação profissional, coisa que nunca havia acontecido antes. Deixei que ela me ensinasse, e isso a encheu de orgulho (reparei como ela estava se achando toda ao me explicar). Segundo, porque eu pude dar muito mais valor ao trabalho de uma costureira, de alguém que faz as roupas que vestimos todos os dias de forma tão automática. E terceiro, porque eu me deixei levar pela brincadeira, me dei a chance de aprender algo novo, experimentar, enfim. E é o que eu desejo a vocês: que tenham sempre a iniciativa de tentar algo novo, mesmo que seja simplesmente pregar um botão.
Espero que ainda possamos nos divertir muito com aventuras como esta.
Beijo,
Dani